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A busca pela terra fértil da AIMA

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Em 2013, concebi, codirigi e coproduzi o espetáculo de dança Grão, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, com direção artística do bailarino e coreógrafo Rubens de Oliveira. O elenco, formado por não bailarinos dos 18 aos 63 anos, homens e mulheres de diferentes credos, gêneros e identidades, encenava os ciclos da vida, do arar a terra ao germinar das sementes, passando pelas pragas, os deslocamentos até a colheita, sempre como metáfora humana e dos ciclos que enfrentamos para viver.

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Na estreia, um antigo colega de um curso de roteiro de cinema, que não via há muitos anos, leu a crítica sobre o espetáculo num jornal e, ao ver meu nome, foi me encontrar no teatro e me deu de presente um livro: Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, do filósofo e escritor francês André Comte-Sponville. Só depois entendi porque aquele reencontro aconteceu ali. Grão encenava o deslocamento como metáfora; o livro, de virtude como fundamento. Deste cruzamento, nasce o artigo que segue.

Toda imigração é um espetáculo

Tem cenário, luz, drama, romance, alegria,........

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