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Em Portugal, proteger as casas das catástrofes não pode ser um privilégio dos ricos

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16.10.2026

Uma família pode pagar o seguro da casa durante anos e descobrir, depois de uma inundação, que o dano ficou fora da cobertura. Outra pode conhecer o risco, mas não ter dinheiro para tornar a habitação mais segura. A distância entre estas duas situações revela o problema central da proteção climática: distribuir as perdas é necessário; reduzir a vulnerabilidade antes do desastre também.

Portugal está a discutir uma resposta importante. Na sua intervenção na Money Conference 2026, o presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões descreveu a proposta de um sistema integrado de proteção contra catástrofes, com seguro obrigatório e um fundo. A iniciativa procura combinar prevenção, transferência de risco e solidariedade. É uma proposta cujo desenho importa acompanhar, não uma garantia de cobertura já disponível.

O debate não pode terminar no preço da nova apólice. Um fundo que ajuda a pagar danos repetidos sem financiar a redução do risco pode proteger a tesouraria das famílias e, ao mesmo tempo, manter a exposição que torna essa proteção cada vez mais cara. A EIOPA alertou em abril para a possibilidade de a lacuna de........

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