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Stressar menos ou stressar melhor?

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25.12.2025

Ouvimos falar de stress todos os dias, está presente nas conversas, nos diagnósticos e nos conselhos. Surge (quase) sempre como um inimigo a eliminar, um mal invisível que queremos afastar. Mas será o stress realmente o vilão absoluto que imaginamos? E será sequer desejável, ou possível, eliminá-lo por completo?

Durante a maior parte da nossa história evolutiva, o stress foi um aliado. Os nossos antepassados viviam num mundo imprevisível, repleto de perigos como predadores, catástrofes naturais e escassez de alimentos. A capacidade de detetar ameaças e reagir rapidamente garantiu a sobrevivência da nossa espécie. A resposta de stress mobiliza o corpo em segundos, liberta adrenalina e cortisol, o sistema simpático acelera o coração e a respiração, aumenta a atenção, prepara músculos e sentidos para fugir ou lutar. Quando o perigo passa, o sistema parassimpático atua como travão, restaurando o equilíbrio.

Este ciclo de ativação e recuperação era, no passado, curto e completo. O stress era intenso, mas passageiro – se sobrevivêssemos, claro. Ao ser desafiado e depois descansar, o sistema nervoso mantinha-se flexível e resiliente apto para responder e voltar ao equilíbrio. O stress, neste contexto, não era um inimigo, era um mecanismo vital de sobrevivência e adaptabilidade.

Hoje, vivemos (felizmente) uma realidade completamente diferente. No mundo........

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