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Pedro Passos Coelho, ou a vida dura de um professor convidado

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18.05.2026

O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho revelou há dias ter um rendimento líquido mensal de cerca de 2000 euros porque, tanto quanto parece, os impostos levam uma fatia significativa do seu rendimento. “O que se entrega ao Estado é uma brutalidade”, queixou-se, segundo relato na comunicação social. Desconta uma taxa de imposto de 42% e, como todos os salários, paga também 11% para a Segurança Social. “Uma coisa avassaladora” – terá dito.

Passos Coelho até poderá ter razão em queixar-se de impostos elevados para “rendimentos medianíssimos”. Pena é que, quando foi primeiro-ministro, tivesse agravado os impostos sobre quem vive do seu trabalho, algo de que agora se queixa. Lembram-se do “brutal aumento de impostos” em 2013? Quanto à razão pela qual os mais novos se vão embora (preocupação expressa na ocasião), não será tanto pelos altos impostos, e mais pelos baixos salários.

Mesmo na área do ensino superior e da investigação, onde agora Passos Coelho trabalha, a perda tem sido grande. Como mostra o economista Eugénio Rosa, entre 2011 e 2025, a variação do poder de compra, medida a partir da remuneração base média mensal, foi negativa para os docentes do ensino........

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