A fronteira pode ser o novo centro económico
A PLISAN fica na Galiza, mas a pergunta que coloca é também portuguesa. Uma plataforma logística não termina nos hectares que ocupa. Altera acessos, aproxima mercados e influencia as decisões de localização das empresas. Perante esta nova centralidade, o Minho pode continuar a responder através de territórios separados ou apresentar-se com a dimensão económica que já possui.
A conclusão do terminal ferroviário da Plataforma Logística e Industrial de Salvaterra–As Neves, ligado ao Porto de Vigo e preparado para comboios de mercadorias de 750 metros, dá outra dimensão a uma infraestrutura situada a poucos quilómetros de Portugal. A questão já não é saber se terá impacto no Alto Minho. Terá. É saber se conseguiremos transformá-lo em investimento, emprego e novas cadeias de valor do lado português.
Nada garante que isso aconteça. Uma empresa não escolhe apenas um terreno. Compara acessos, fornecedores, trabalhadores, energia, conhecimento e tempos de licenciamento. A proximidade pode ser uma vantagem, mas também pode facilitar a deslocação do investimento para onde exista uma proposta mais clara. O problema não é a........
