Temos dos maiores esforços contributivos para a reforma
A análise da sustentabilidade dos sistemas de pensões tende a centrar-se na evolução da esperança média de vida. Contudo, para avaliar o esforço exigido aos trabalhadores e às empresas importa considerar simultaneamente a idade de reforma, a duração esperada para todo o período de aposentação e as contribuições destinadas ao financiamento das pensões. A comparação internacional destes indicadores revela que Portugal se destaca mais pelo seu esforço contributivo e menos pela duração média da reforma.
Os dados indicam que Portugal se destaca não tanto pela esperança média de vida, mas sobretudo pela combinação da idade legal de reforma elevada, atualmente em 2026 de 66 anos e 9 meses, passando em 2027 para 66 anos e 11 meses, de uma das mais altas cargas contributivas (34,75%) e de níveis salariais significativamente inferiores aos da maioria dos países da Europa, sobretudo os do Norte.
Portugal tem uma média de 16,14 anos na reforma, abaixo da média de 17,46 anos dos 39 países com as maiores esperanças médias de vida a nível mundial, excluindo microestados como Andorra, Liechtenstein, Mónaco, San Marino e Vaticano, territórios ultramarinos como Martinica, Reunião, Polinésia Francesa e São Bartolomeu, e regiões administrativas especiais como Hong Kong e Macau. A diferença é de 1,32 anos, o que significa que um reformado português passa, em média, menos 1 ano e 4 meses na reforma do que um pensionista dos restantes países. Os dados da esperança média de vida têm por base o Database.Earth (2025), enquanto as idades da reforma foram obtidas através do World Population Review (2025).
Segundo o relatório Pensions at a Glance 2025 da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), publicado em novembro de 2025, a taxa efetiva média de contribuição........
