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Projecto Sophia

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12.04.2026

Em 2015, em Le Bourget, Portugal participou nas negociações que conduziram ao histórico Acordo de Paris, posteriormente assinado, em 2016, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, sob a liderança do então Primeiro-Ministro António Costa.

Desde então, os sucessivos governos têm-se empenhado no cumprimento dos compromissos assumidos, garantindo uma atuação ativa na implementação de medidas destinadas a reduzir a pegada de carbono — um dos principais fatores responsáveis pelo atual aquecimento global.

Importa, contudo, sublinhar que, ainda antes deste pacto ambiental internacional, Portugal já vinha a dar passos significativos no domínio da transição energética, através de investimentos públicos alavancados por incentivos europeus, bem como pelo envolvimento crescente de empresas do setor privado que reconheceram, a médio e longo prazo, a relevância estratégica das energias renováveis para o desenvolvimento económico e ambiental do país.

É neste enquadramento que surge, no panorama nacional, o Projeto Sophia. A empresa Lightsource bp — start-up britânica adquirida em 2010 pela gigante energética BP — pretende instalar uma central fotovoltaica na região da Beira Baixa, abrangendo os municípios do Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, no distrito de Castelo Branco, num investimento estimado em cerca de 590 milhões de euros.

O projeto tem enfrentado forte oposição por........

© Observador