A placidez na tragédia
Há qualquer coisa que decepciona quando, na sequência de um fenómeno natural extremo, aqueles que foram afectados por ele não se comportam como esperávamos. Aproximamo-nos normalmente dos afectados como quem entra numa sala de espectáculos. Em muitos casos as nossas expectativas foram espevitadas por conversas combustíveis sobre cenários dantescos e rastos de destruição. À entrada somos recompensados pelos baldes virados e pelas fendas na terra. Animados por estes sinais, concluímos antecipadamente que os afectados, como o público, irão uivar, acusar, ou desenvolver pensamentos filosóficos.
Quando em vez disso as reacções aos factos extremos são plácidas ficamos um pouco desconcertados. Muitos dos afectados decerto partilharão o nosso amor........
