Segunda Revolução Quântica: Um desafio ou uma oportunidade?
Portugal tem uma relação curiosa com o futuro: desconfia quando ainda pode ajudar a construí-lo e entusiasma-se quando já tem de o comprar aos outros. Durante anos, a ciência que dá origem às grandes transformações parece-nos demasiado incerta ou distante das necessidades do país.
Corremos então atrás do prejuízo: anunciamos estratégias, adotamos o vocabulário da inovação e observamos aquilo que outros começaram a construir décadas antes. Não nos falta capacidade para compreender o futuro. Falta-nos, demasiadas vezes, persistência para participar na sua construção. A segunda revolução quântica pode vir a ser mais um capítulo desta história. Mas ainda não tem de o ser.
Durante grande parte do século XX, a Física Quântica foi o território do estranho, mesmo para alguns dos cientistas que a construíram, como Albert Einstein e Niels Bohr.
Poucas teorias científicas transformaram tão profundamente o mundo. O conhecimento das propriedades quânticas da matéria e da luz permitiu desenvolver o transístor e o laser e, com eles, os computadores, os telemóveis, a Internet, as comunicações por fibra óptica e praticamente toda a eletrónica moderna. A primeira revolução quântica não ficou confinada aos laboratórios: reorganizou a economia e mudou a forma como trabalhamos, comunicamos e vivemos.
Nada disto nasceu........
