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A sombra do regime

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18.06.2026

Terça-feira, 26 de Maio, Assembleia Municipal de Lisboa. Um dia surpreendente. Discutiu-se uma proposta da Iniciativa Liberal que pretendia devolver ao seu lugar, devidamente restauradas, as coroas de palmas das quatro colunas do alto do Parque Eduardo VII. As coroas foram retiradas e contava-se que regressassem, não do outro mundo mas do cemitério de Carnide, onde as guardou, por alturas de 2023, um empreiteiro de obras públicas a mando da Câmara. Pertencem ao topo das colunas e devem ser repostas tão depressa quanto possível. A assembleia concordou com a ideia sensata de que os monumentos não devem permanecer amputados das suas partes por mais do que o tempo estritamente necessário para acções de manutenção. Resolvida a questão das coroas, a surpresa estava no entusiasmo com que a IL celebrava, no seu documento e depois verbalmente, a “glória”, a “dignidade” e a “monumentalidade simbólica” daquele conjunto. Dizia, entre outros arroubos, que “a ausência das coroas de palmas no topo........

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