Liberalismo, sem ambiguidades
As eleições presidenciais de 2026 partiram de um contexto de forte fragmentação política, em particular no centro-direita — onde não incluo a direita radical. Essa fragmentação permitiu ao eleitorado uma escolha mais ampla, potencialmente mais próxima da sua ideia de representação ideal.
No espaço do centro-direita e da direita democrática, o confronto central colocava frente a frente duas visões de país. Por um lado, a ambição de imaginar um Portugal diferente — mais reformista, inovador, irreverente e aberto ao futuro. Por outro, uma visão de estagnação, avessa a reformas e defensora do statu quo do “centrão” tradicional. Em paralelo, esta fragmentação permitiu aos candidatos posicionarem-se de forma clara no eixo socialista/anti-socialista e, sobretudo, no plano da defesa das liberdades democráticas.
Até ontem, parecia consolidar-se a perceção de três candidaturas capazes de gerar dois cenários possíveis de segunda volta: um primeiro, entre socialismo e anti-socialismo, dentro de uma base democrática (Seguro vs. Cotrim); e um segundo, mais profundo e decisivo, entre liberalismo e anti-liberalismo (Seguro ou Cotrim........
