menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

As projeções não devem ser à vontade do freguês

28 0
27.03.2026

Nos projetos alavancados por privados em mercado livre, o custo é certo e a receita incerta, sem que o privado possa recorrer aos impostos para compensar o défice em relação ao estimado.

As projeções de privados incorporam o risco com rigor e responsabilização, enquanto nas decisões estatais a culpa morre solteira; por isso, os políticos do momento podem, com ligeireza, dizer que as projeções são conservadoras, pois serão os seguintes que terão a batata quente nas mãos.

O caso concreto da PROCURA a considerar na ampliação da capacidade aérea de Lisboa

O cenário de partida: em 2007, o aeroporto de Lisboa fez 13,4M e o novo de Atenas 16,5M. Na época, a projeção de HUB Ota-2050 foi 42,5M, que o LNEC subscreveu na escolha do HUB Alcochete-2007 e o seu Plano Diretor-2009 ratificou com ligeira subida para 43,8M.

Em 2017, um governo-PS (António Costa), com o céu sem nuvens, firmou um Acordo com a VINCI do HUB Portela Montijo com base na procura-2062 (fim da concessão) da especialista internacional Altitude de 64M. Em 2020 surge a pandemia e, na sequência de convulsões internas no PS, apesar de, entretanto, o céu ter ficado ainda mais nublado com a invasão da Ucrânia, retrocedeu-se ao mega-aeroporto-4 pistas e, para o justificar, foi encomendada a empresa........

© Observador