Direcção de Serviços no SNS: autonomia mais em risco
A crise do SNS é hoje uma realidade mas resulta da acumulação de erros ao longo de décadas. Entre esses, encontra-se a progressiva perda de autonomia das suas lideranças clínicas. A actividade do SNS assenta na prestação de cuidados de saúde e é hoje exercida no seio de equipas complexas que não dispensam boa chefia e sólida liderança.
O trabalho em equipa requere competências profissionais, pessoais e sociais e não dispensa disciplina e chefia hierarquia. A autonomia profissional, responsabilizada nos resultados, é tão indispensável à gestão efectiva do dia a dia quanto a liderança é importante para a sustentabilidade do desenvolvimento dos serviços clínicos. Acontece que, ao longo dos anos, a autonomia e a autoridade daquela que hoje é denominada “gestão intermédia”, e que importa distinguir da “gestão de topo”, a cargo dos conselhos de administração das instituições de saúde, vem sendo deliberadamente minada. Como consequência, sofrem o exercício da profissão nas suas competências técnicas e perdem-se os profissionais, pelo........
