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A dependência tecnológica da Europa

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08.04.2025

Desde há muito que a União Europeia (EU), e a própria Europa como um todo, estão dependentes de terceiros nas mais variadas áreas: energia, defesa, recursos minerais, alimentar, tecnologia, manufatura, entre outros. Pouco ou nada foi feito para contrariar essa dependência, muito embora estivesse abundantemente identificada e sinalizada junto dos decisores políticos.

A pandemia e a guerra na Ucrânia vieram dar o sinal de alerta despertando atenções junto da opinião publica, o que forçou finalmente a tomada de algumas ações. Por sua vez o famoso relatório Draghi, bem como o relatório Letta, vieram pôr o dedo na ferida, identificando fraquezas e apontando caminhos, mas como sempre, os diferentes lobbies e interesses nacionais vieram colocar em causa o(s) relatório(s) nas áreas que os afetavam negativamente.

Assim, foi o Furacão Trump, que com as suas medidas oportunistas e mercantilistas, veio agitar as águas e soar todos os alarmes. O choque de ver os Estados Unidos da América (EUA), guardiões da liberdade e maior aliado da Europa há décadas, passarem de protetor e parceiro confiável para um concorrente temível é um terramoto que obriga a Europa a agir destemida e urgentemente.

Muito embora as mais diversas áreas de dependência da Europa tenham interligações entre si foquemo-nos na componente tecnológica, onde a dominância americana é quase absoluta, com a rara exceção da súbita e brutal emergência tecnológica chinesa.

Assim, o que pode a Europa fazer para reduzir a dependência tecnológica de terceiros?

Aumentar o financiamento em investigação e desenvolvimento (I&D) especialmente em áreas como a Inteligência Artificial (IA), semicondutores, cibersegurança e computação quântica.

Desenvolver a indústria dos semicondutores, suportando iniciativas como o European Chips Act (2022), que ambiciona desenvolver o financiamento, investigação e produção locais, bem como apostar na regulação.

Fortalecer serviços locais de computação na cloud que reduzam a dependência das big-tech americanas que dominam o mercado........

© Observador