A Espanha não mudou
Pedro Sánchez está na primeira linha dos europeus que confrontam Donald Trump e criticam Israel. Quando se opôs ao aumento da despesa em defesa até aos 5% do PIB, mas também quando exige que a UE tome medidas duras contra Israel ou quando criou um movimento chamado Mobilização Progressista Global que, no mês passado, juntou em Barcelona pessoas como o presidente do Brasil ou Hillary Clinton. Se com isso Sánchez procura sobreviver politicamente, parece cada vez mais certo que também deseja criar um novo bloco em que a Espanha tenha um papel predominante no contrapeso às grandes potências.
O fenómeno não é novo. Desde que perdeu a hegemonia para a Inglaterra e para a França que Madrid procura recuperar a glória perdida. Luta que se tornou desesperada quando, entre 1895 e 1898, perdeu o domínio de Cuba e das Filipinas para os EUA. A raiva contra Washington vem daí. Não da injustiça; não pela igualdade. Mas simplesmente porque os EUA expulsaram a Espanha do continente americano e da sua única possessão asiática. Desde então que a Espanha sonha virar o continente americano contra os EUA, pelo que se compreende que a recuperação da Doutrina Monroe pela administração norte-americana cause tantos abalos em Madrid.
Quem olhe para a política e nesta só veja lutas pessoais e ódios de estimação é natural que se deslumbre com Sánchez. O homem confronta Trump, olha-o nos........
