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O artista que adorava sangue

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22.11.2025

Nas duas últimas semanas escrevi aqui sobre a vida de Peter Beard (1938-2020), a propósito da biografia de Graham Boynton publicada em 2022 (Wild – The life of Peter Beard, Photographer, Adventurer, Lover). Recordei a sua linhagem, a ligação a Karen Blixen, as caçadas em África e as aventuras com o sexo feminino. Chegou a altura de falar sobre o seu trabalho.

Já referi que o seu primeiro livro, The End of the Game, de 1965, causou sensação imediata. A capa mostrava um homem negro na savana agachado com duas colossais presas de elefante. A breve nota introdutória do autor começava assim: «Durante estes últimos anos, no Quénia e no Tanganica [atual Tanzânia], percorrendo 500.000 milhas quadradas de zonas de caça, tentei recuperar a vida e o espírito de um continente outrora imaculado». E terminava: «Espero que, daqui a cem anos, quando a África de ontem e de........

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