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Os rivais e a dissimulação

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24.07.2026

As quatro peças anteriores descreveram um método operado a céu aberto: coage-se, compra-se, contorna-se. Perante rivais à altura, contudo, a mecânica altera a sua natureza. A coerção cede lugar à dissimulação. Contra quem dispõe de capacidade de retorsão, não se anuncia o golpe; encena-se o seu oposto. E esta encenação desdobra-se em duas frentes, pois existem dois rivais sistémicos, atacados em vetores opostos: um de frente, outro de flanco.

A China é o adversário que os EUA enfrentam frontalmente, por ser a única potência que disputa a totalidade do tabuleiro. Mesmo aqui a franqueza é um artifício. A deslocação de Washington a Pequim, este ano, foi lida como distensão. Não o foi. Foi o reconhecimento de que a China padece de uma vulnerabilidade estrutural que a torna vencível sem guerra cinética: não é uma economia holística. Transforma o que importa e importa o que não possui, energia, géneros, minérios críticos. Depende de rotas que não controla, a tese da segunda coluna. Os EUA não foram a Pequim para vencer, mas para estancar a perda de terreno enquanto apertam, nó a nó, os........

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