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A linha ténue entre a poupança absoluta e o pequeno luxo

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02.07.2026

A economia de 2026 tem um paradoxo no centro: o mesmo consumidor que corta custos de forma cirúrgica é o que continua a gastar em pequenos prazeres. Perceber esta dualidade, e não escolher um lado, é hoje o principal desafio das marcas de grande consumo.

Os números da contenção são inequívocos. Segundo o Global Consumer Products Industry Outlook 2026 da Deloitte, 47% dos consumidores globais comportam-se já como “value seekers”, sacrificando regularmente a conveniência para conter custos. Este grupo inclui 35% dos agregados de rendimento mais elevado. A explicação não é apenas conjuntural. A Deloitte sublinha que a perceção de valor se deteriorou durante o pico inflacionário de 2022 e nunca recuperou totalmente, apesar de a inflação ter abrandado. A desconfiança no preço tornou-se........

© Jornal Económico