Guerras e efeitos oculaterais
Tempos houve em que não havia trabalho em Portugal. Não havia. A malta procurava, procurava, procurava e não encontrava. Já hoje, não trabalha quem não quer. Palavra de honra. Mesmo com a desenfreada imigração, a taxa de desemprego é de 5,6%, valor esse que não é nada mais nada menos que o mínimo histórico desde 2002. Com isto, dou comigo a pensar o que anda a fazer tanto português por esse mundo fora!?
Bem, uns eu sei. Foram à procura de melhores condições. É justo. Surgiram propostas de trabalho irrecusáveis. Pronto! Já outros foram por conveniência. Foram por serem mais espertos que os outros. Tirando os influencers, claro. Esses são uma classe à parte... Mas refiro-me antes aos empresários que se aperceberam que se se mudassem para o Médio Oriente, os benefícios fiscais seriam enormes. E desengane-se quem achar que a culpa é só deles. Quem desenha a nossa carga tributária com tanta força não pode ficar de fora deste quadro... O problema é que os tais “desertores”, que fizeram as malas à procura de impostos melhores, foram os primeiros a pedir ajuda ao governo português para serem repatriados. Vi alguns indignados. Que tinham sido abandonados pelo estado. Que a embaixada não lhes dava resposta. Que se sentiam portugueses de........
