Quando em Santana se dizia “Menino” e “Menina”
Há palavras que não desaparecem quando deixam de ser usadas. Ficam guardadas na memória, como aquelas fotografias antigas que encontramos numa gaveta e que, de repente, nos devolvem rostos, vozes e lugares de outros tempos.
Em Santana, na minha infância, entre muitas havia duas palavras que faziam parte da vida da comunidade: menino e menina.
Para quem ouve hoje estas palavras, a primeira ideia será a de crianças. Mas, naquele tempo, não era assim. O “menino” e a “menina” podiam ser pessoas adultas, homens e mulheres com uma vida inteira vivida. Uns já tinham os cabelos brancos, outros já eram avós, muitos traziam no rosto as marcas do trabalho, das dificuldades e das alegrias que a vida lhes tinha dado.
E, ainda assim, continuavam a ser o “menino” ou a “menina”.
Lembro-me de ouvir os mais velhos........
