O paradigma do envelhecimento
Hoje acordei com duas notícias tristes: as partidas de Jorge Palma e da minha estimada Professora Julieta Araújo. Um e outro "andaram" comigo por Lisboa no início dos anos noventa do século passado. O primeiro, através da rádio que nos entrava faculdade adentro, vinda do bar do pátio; a segunda, na altura com os seus 26 anos, nos corredores e salas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Parecia uma das nossas — uma miúda. Estas notas de pesar pesam realmente. Levam-nos, ou pelo menos a mim, a repensar perspetivas e prioridades. De vida. Da minha e dos outros.
Talvez por isso retomo um tema antigo que, em 2007, me foi apresentado pelo meu estimado amigo e patrão, Sílvio Santos, como mais uma área de negócio com futuro: a longevidade. Portugal enfrenta presentemente um dos seus maiores e mais complexos testes civilizacionais: o chamado inverno demográfico. Somos o quarto país mais envelhecido do mundo, uma realidade estatística fria que esconde, na verdade, um pulsar humano sobre o qual nos devemos deter urgentemente. Como costumo lembrar amiúde, «ninguém vai para novo», e o tempo corre exatamente à mesma velocidade........
