A audácia de Flávio Dino que frustrou o julgamento de Moraes e piora a crise do STF
A sessão de 15 de setembro no Supremo Tribunal Federal (STF), convocada para só decidir se o ministro Alexandre de Moraes deveria ser investigado, frustrou milhões de cidadãos que a seguiam ao nada decidir. Oito horas de debate sobre questão de ordem sequestraram a Corte e expuseram o racha.
A estratégia regimental pautou a sessão. Em vez de analisar as escandalosas 52 mensagens de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a Moraes, o plenário se atolou em discussões sobre relatoria, eventual reunião do caso com acusações contra Mendonça e duros insultos trocados. O mérito sumiu.
O ministro Flávio Dino assumiu logo protagonismo da catimba. Interrompeu manifestações, desautorizou o presidente Edson Fachin e questionou a sua decisão de assumir a relatoria da petição 16.662. Chegou a advertir que a interpretação dele poderia abrir “avenida” para autoritarismo nos tribunais.
Gilmar Mendes, por sua vez, elevou ainda mais a temperatura do plenário com o seu estilo agressivo. Em sucessivos embates, atacou a condução da investigação por André Mendonça e sustentou haver motivação eleitoral no caso. Mendonça negou parcialidade e resistiu às acusações de colegas.
O jogo de intimidações de ministros por ministros, que incluiu uma explícita busca por constrangimentos contidos no celular de Vorcaro, alcançou........
