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A Patrulha Búfalo: lembranças do meu tempo de escoteiro

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14.06.2026

Fui escoteiro. Quer dizer: primeiro fui lobinho, a categoria inicial do escotismo. Minha mãe me levou a uma loja no centro de Salvador para comprar a farda azul escura, o chapéu e o lenço que usávamos em volta do pescoço. Ainda sinto o cheiro daquela farda: cheiro de aventura. Nossa Akelá – a líder do grupamento de lobinhos – era uma jovem senhora, bonita, alta, de cabelos negros e sobrancelhas grossas. No início de nossas reuniões cantávamos o hino nacional e hasteávamos a bandeira.

Quando virei escoteiro, tudo mudou: mudamos para um uniforme cinza e passei a fazer parte da Patrulha Búfalo. Nosso grito de guerra era “Búfalo, Búfalo, hurra !”. Nosso quartel-general era uma espécie de depósito que ficava no meio de uma encosta, do lado de fora do campo de futebol do Colégio Padre Antônio Vieira.

Ali fazíamos reuniões e recebíamos instruções sobre as coisas que um escoteiro deve saber, como fazer uma fogueira, dar nós e sinalizar no código das bandeiras. O líder da Patrulha Búfalo era Kelsen, um rapaz gentil, forte e decidido, que provocava suspiros nas meninas. Seu auxiliar – não sei qual era a designação........

© Gazeta do Povo