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Às vésperas do 7 de outubro, porta-voz de Israel alerta: “A batalha também é pela narrativa”

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06.10.2026

Três anos após os ataques de 7 de outubro de 2023, a guerra entre Israel e Hamas continua sendo travada também no campo da comunicação. Para o Major da reserva Rafael Rozenszajn, primeiro porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI) para os países de língua portuguesa, a disputa de narrativas se tornou um dos principais desafios enfrentados por Israel desde o início do conflito.

Em entrevista à coluna Entrelinhas, Rozenszajn afirma que a percepção internacional sobre o direito de Israel à autodefesa mudou ao longo dos meses, enquanto imagens e informações sobre a resposta militar passaram a ocupar o espaço que inicialmente era dominado pelo massacre de 7 de outubro. Ele também fala sobre a dificuldade de Israel em competir com a velocidade das informações divulgadas pelo Hamas, o crescimento do antissemitismo após os ataques, as críticas às operações militares em Gaza e o impacto que o terrorismo jihadista pode ter sobre as democracias ocidentais.

O Major estará em Curitiba nesta quarta-feira (8), onde participa do evento “7 de outubro: 3 anos disputando a narrativa”, promovido pela Federação Israelita do Paraná (FEIP) e pelo Instituto Fatos sem Fronteiras.

Entrelinhas: Nas primeiras semanas após o 7 de outubro, Israel recebeu uma ampla onda de solidariedade internacional. Três anos depois, porém, o debate parece ter mudado de foco. Como o senhor avalia essa transformação e o que aconteceu com o reconhecimento internacional do direito de Israel de se defender?

Rafael Rozenszajn: Nas primeiras semanas depois de 7 de outubro, houve uma solidariedade internacional ampla e genuína. O mundo viu o que aconteceu naquele dia: cerca de 1.200 pessoas assassinadas, a maioria civis, e 251 levadas como reféns para Gaza, entre elas crianças, idosos e sobreviventes do Holocausto. Poucos questionavam, naquele momento, que algum país aceitaria algo assim sem responder.

Com o passar dos meses, essa percepção foi se transformando. A atenção se deslocou do ataque terrorista do Hamas para a resposta de Israel, e as imagens da guerra passaram a ocupar o lugar das imagens do massacre. Isso é compreensível, porque uma guerra em área urbana densa produz sofrimento real, e nós não ignoramos esse sofrimento.

O que me preocupa é outra coisa. Em muitos debates, o direito de Israel de se defender passou a ser reconhecido em tese e negado na prática, como se existisse uma forma de enfrentar uma........

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