Al Gore: 20 anos de um tango “verde” fora do tom
Sentir que a vida passa num piscar de olhosQue vinte anos não são nada(Volver – Carlos Gardel)
Depois de perder a eleição de 2000 para George W. Bush, em um pleito até hoje controvertido, Al Gore, que foi vice-presidente dos EUA nos dois mandatos de Bill Clinton (1993-2001), passou a dedicar-se aos promissores negócios privados estabelecidos sobre o catastrofismo climático e as operações financeiras a ele vinculadas. Inicialmente, como astro de um bem remunerado circuito internacional de palestras, mas, logo, em 2004, unindo-se a David Blood, ex-executivo do banco Goldman Sachs, para criar o fundo de investimentos “verdes” Generation Investment Management, hoje com cerca de US$ 44 bilhões em ativos sob sua gestão.
Em paralelo, criou duas ONGs para a formação de “líderes de realidade climática”, Alliance for Climate Protection e Climate Project, depois fundidas no Climate Reality Project (CRP), dedicado à doutrinação de adolescentes e adultos jovens para formar autênticas tropas de militantes climáticos para ações de grande visibilidade midiática em todo o mundo. Sem surpresa, o CRP foi um dos promotores do lançamento ao estrelato da então adolescente sueca Greta Thunberg, que logo se tornaria a matadora de aulas mais famosa do mundo.
Em 2006, a nova carreira de Gore recebeu um poderoso impulso com o lançamento do documentário "Uma Verdade Inconveniente", do diretor Davis Guggenheim, que atribui ao aquecimento global causado pela humanidade uma pletora de fenômenos que vão do furacão Katrina ao derretimento definitivo das geleiras do monte........
