A estratégia para reduzir a sinistralidade: colocar o foco na atuação em flagrante delito
O balanço sangrento da última Operação Páscoa, de que resultaram 20 mortos e 53 pessoas gravemente feridas nas estradas portuguesas, trouxe a urgência para a tutela de uma resposta rápida para a redução da sinistralidade rodoviária. Antes de tudo, é importante perceber que o sentimento de impunidade nas estradas é como um vírus… vai-se propagando pela sociedade quando a repressão eficaz não ocorre. É essencial termos presente este ponto porque é aqui que nos situamos.
Pensar na estratégia “genética” (a que se dedica à criação de novas Unidades ou infraestruturas) assente unicamente na criação de uma Unidade na Guarda não resolve todos os problemas da sinistralidade rodoviária, mas também é igualmente importante referir que a criação da Brigada de Trânsito tem como vantagem a centralização do comando e de organização da especialidade de trânsito dedicada no combate a este flagelo.
Contudo, é necessário associar a esta estratégia uma outra, estrutural, a da atribuição de meios e recursos humanos, para um resultado operacional eficaz. Ora, é neste âmbito da estratégia estrutural que surge o problema dos meios e, do efetivo, considerando neste caso, a sua redução em cerca de quase 50% ao longo dos últimos 20 anos nesta especialidade.
Ora, é preciso perceber que a diminuição deste flagelo passa por uma estratégia integral, global, que integre nos patamares abaixo, a estratégia “genética” e a estrutural das entidades envolvidas, para se almejar uma estratégia operacional mais eficaz. Para a estratégia integral devem ser trazidas à discussão várias entidades, além das autoridades administrativas (ANSR - Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária - o IMT - Instituto da Mobilidade e Transportes - e as Infraestruturas de Portugal), as associações de prevenção rodoviária e as forças de segurança, em........
