Sem confiança, não há mercado de arrendamento
Há proprietários que, há alguns anos, retiraram os seus imóveis do mercado de arrendamento e nunca mais os devolveram. Isto não aconteceu por falta de procura, até porque essa nunca escasseou. Foi o receio de ficarem reféns de um inquilino que deixasse de pagar e de um processo judicial que se arrastasse por mais de um ano. Esse receio, mais do que qualquer outro fator isolado, explica por que tantas casas continuam vazias ou foram “desviadas” para o alojamento local num país com falta crónica de oferta para arrendar.
É esse o pano de fundo que torna as alterações agora aprovadas em Conselho de Ministros ao Novo Regime do Arrendamento Urbano tão relevantes. Passados 20 anos sobre a sua criação, o NRAU (Novo Regime do Arrendamento Urbano) volta a ser mexido, desta vez com o objetivo declarado de tornar o incumprimento mais rápido de resolver: o prazo para iniciar um processo de despejo por falta de pagamento passa de três para dois meses de rendas em atraso. A isto somam-se ajustes ao........
