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Quando o SNS trata os médicos como peças de fábrica

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19.02.2026

Houve um tempo em que a carreira médica tinha regras claras. Ao fim de três anos no mesmo escalão, o médico progredia. Sem quotas. Sem jogos. Sem bloqueios administrativos. Havia previsibilidade — e isso fixava profissionais no serviço público. O tempo de serviço, a experiência e a responsabilidade eram reconhecidos. A avaliação servia para subir de categoria, não para travar a vida de quem trabalha.

Em 2007, com a criação do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP), tudo mudou. A progressão deixou de depender do tempo e passou a depender de pontos, metas e........

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