Um PRR executado, apesar da herança
O Plano de Recuperação e Resiliência chega ao fim como um dos mais relevantes instrumentos de investimento público da história recente de Portugal. Com um montante que passou de cerca de 16,6 mil milhões de euros para quase 22 mil milhões, 44 reformas concluídas, 100% dos marcos e metas assegurados e cerca de 403 mil projetos aprovados, o PRR representa uma capacidade de execução que Portugal não podia desperdiçar.
Importa dizê-lo com clareza: estes resultados não surgiram por acaso, nem resultam de uma máquina pública que funcionava sem falhas. O atual Governo teve de recuperar atrasos, corrigir bloqueios, reforçar a capacidade de decisão e garantir uma execução mais próxima dos cidadãos, das empresas, das autarquias e das instituições. Teve de fazer aquilo que, durante demasiado tempo, faltou à governação socialista: transformar anúncios, intenções e fundos disponíveis em obra concreta, investimento realizado e respostas no terreno.
O Partido Socialista foi responsável por negociar e desenhar o PRR, mas não conseguiu assegurar, durante a sua governação, a execução exigida por um programa com calendários rígidos e metas europeias inadiáveis. Um plano desta dimensão não se cumpre apenas com apresentações, conferências ou promessas. Cumpre-se com decisões atempadas, procedimentos simplificados, capacidade de gestão e acompanhamento permanente dos projetos. Quando cada atraso pode significar a perda de financiamento europeu, governar é executar.
Foi esse o desafio que o atual Governo assumiu.........
