Europeístas de manhã, nacionalistas à tarde
Os europeus querem muito da UE, mas não querem que se meta na seu dia-a-dia. Querem que a Europa tenha poder no mundo, mas não querem que tenha poder nas suas vidas. Querem que seja ágil e rápida a decidir, mas não querem um poder central que se sobreponha aos Estados e aos governos. Gostavam que fosse rápida e eficaz a decidir, mas não querem o centralismo chinês. Às vezes gostam da ideia de um presidente da Europa, mas não querem dispensar os governos nacionais. E bem.
Há quem ache que a solução para esta bipolaridade passa por escolher um dos lados. Federar ou nacionalizar. Unir ou dividir. Na verdade, nem uma coisa nem outra é a solução.
A Europa, pelo menos nas próximas décadas, não será federal. E quanto mais sérios e existenciais forem os problemas europeus, menos os estados abdicarão da soberania. A política externa, a defesa, os impostos e a competitividade fiscal, a nacionalidade e a imigração. Nada disto, que hoje são dos principais temas europeus, será delegado por um governo nos outros todos. Menos ainda em apenas alguns. Nenhum político responsável abdicará das prerrogativas nacionais no que é........© Expresso
