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A Inteligencia Artificial, Trump e a “nova ordem económica”

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04.08.2026

Este artigo tem uma componente de auto-justificação que poderá ser considerada algo exasperante. Reconheço-o e, pelo facto, peço antecipadamente desculpa a quem tenha ainda assim a paciência de o ler.

Há cerca de dois meses escrevi aqui sobre potenciais impactos na economia americana de algumas das políticas mais marcantes da segunda administração Trump, designadamente: o enorme aumento da tarifa alfandegária média; as restrições à imigração, no caso a altamente qualificada; o boicote à investigação científica baseado em motivações ideológicas; e finalmente a interferência com a Reserva Federal. Estas políticas, concluía eu, constituem séria ameaça à continuação do excecionalismo económico americano. Estou convicto de que, em circunstâncias distintas das atuais (como explicarei abaixo), a perda do vigor económico comparado dos EUA seria inevitável.

Acontece que os efeitos nefastos destas políticas podem tornar-se pouco relevantes quando comparados com as perspetivas induzidas pela revolução da IA, até à data com inequívoca liderança americana. A confirmarem-se tais perspetivas, o desempenho económico americano face, nomeadamente, à Europa, será radicalmente diferente.

Esta revolução pode assumir uma escala sem precedentes, se se mantiver a tendência de aceleração avassaladora das capacidades da nova tecnologia. Não sei fazer uma avaliação fundamentada e objetiva, mas noto, entre quem lidera o desenvolvimento destes processos (refiro-me, sem limitar, aos responsáveis de empresas como a Open AI, Anthropic, Google, Spacex) que é crescente o número dos que estão hoje........

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