As Ilhas Faroé e os Açores no Atlântico Norte: reforço da posição geográfica e estratégica
A realização do UArctic Congress 2026, no passado mês de maio, nas Ilhas Faroé, simboliza uma nova centralidade das ilhas atlânticas na cena internacional. A conferência reuniu investigadores, decisores políticos e instituições que apresentaram e debateram uma diversidade de temas que afetam não apenas o Ártico, mas todas as regiões do planeta. A escolha desta localização geográfica demonstra o reconhecimento crescente das comunidades insulares enquanto plataformas estratégicas de conhecimento, diplomacia e cooperação internacional. Um papel reforçado por ser no Atlântico Norte, sendo possível estabelecer um elo de ligação com os Açores, que acolheram as comemorações do Dia de Camões, de Portugal e da Comunidades Portuguesas no dia 10 de junho.
O Atlântico Norte voltou a assumir uma centralidade estratégica crescente no contexto internacional do século XXI. A reconfiguração das rotas marítimas globais, a militarização progressiva do Ártico, a competição entre grandes potências e a importância das comunicações submarinas colocam os arquipélagos insulares do Atlântico Norte numa posição geopolítica de elevada relevância. Neste quadro, os arquipélagos das Ilhas Faroé e dos Açores assumem um papel estratégico particularmente importante, funcionando como plataformas de projeção marítima, científica, logística e de segurança. Cerca de 3000km separam os dois arquipélagos e é um privilégio ter a oportunidade de contemplar a beleza criada pela natureza nestes locais, onde terra e mar se juntam numa simbiose que nos envolve num respeito reforçado pelo silêncio ou pelo vento forte sentido dependendo da localização onde nos encontramos. Uma beleza natural que nos embala e conecta com a vida e a natureza quando observamos os animais que por ali andam. No caso das Ilhas Faroé as ovelhas fazem parte da paisagem, sendo........
