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O Presidente, o PS e o SNS

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09.07.2026

O Serviço Nacional de Saúde (SNS), enquanto ideia e anseio, nasce no Partido Socialista. Tratava-se de concretizar a mais relevante proposta política da nossa democracia, de levar cuidados de qualidade a todos os portugueses independentemente da sua condição.

Em quase cinco décadas de materialização, o SNS não foi só obra dos socialistas. Os governos da primeira AD e de Cavaco Silva apostaram na concretização do sonho, mesmo que tivessem existido outras formas de olhar a sua presença num sistema mais amplo.

Os socialistas portugueses, que têm como bandeira central o permitir que todos os cidadãos sejam alguém na vida, o tal princípio da igualdade de oportunidades que se junta à liberdade e à democracia, sempre assentaram a sua política num tripé fundador: 1. Escola Pública de qualidade; 2. Regime de Pensões público; 3. Serviço Nacional de Saúde de acesso universal e tendencialmente gratuito.

Este continua a ser o património base, mas encontra-se hoje muito atacado pela instável capacidade de gestão que em cada um dos três pilares se tem verificado.

Não falaremos aqui de Segurança Social nem de Educação, mas o tempo, implicado pelo Presidente da República, exige resposta urgente para a Saúde.

O nosso país gasta acima da mediana europeia em saúde, mas não tem uma resposta que esteja à altura do que esse gasto obrigaria. Qual é então o principal problema? A resposta é simples - a péssima organização do Ministério da Saúde (MS), a decrepitude das métricas de gestão, o ancilosamento dos sistemas digitais, a partidarização da decisão e da escolha dos gestores.

Quem faz análise de gestão, ou quem tem experiência empresarial em organizações complexas ou de grande dimensão, sabe que o principal problema do SNS está na ausência de uma matriz organizacional clara, na inexistência de missões para cada empresa ou departamento assentes na quantidade e qualidade das prestações, na inadequação dos recursos aos fluxos.

Assim, Portugal tem de fazer mais com menos, tem de responsabilizar, tem de ter gestores remunerados de acordo com os resultados e tem de ter unidades em competição.

Não sei o que o PS está a preparar, mas há médicos, enfermeiros, TDT’s e administradores hospitalares que, espalhados pelo país, gostariam de saber, assim como todos os portugueses.

Damos aqui o nosso contributo.

1. Reforma dos serviços centrais do Ministério da Saúde

O MS deve receber no seu universo a pasta do Desporto. O desporto tem estado dependente do poder reivindicativo das Federações, mas as políticas públicas desportivas não são, não podem ser, uma mera resposta às necessidades do desporto federado. O desporto,........

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