Nas eleições, Trump deseja que o Brasil volte a ser quintal dos EUA
O Brasil é grande demais para virar marisco na briga entre os Estados Unidos, uma superpotência marítima, a China, a grande potência continental emergente, que ameaça a hegemonia norte americana e amplia sua influência na América Latina. Entretanto, o governo Lula pode não passar ileso pela guerra comercial, tecnológica e geopolítica entre as duas maiores economias do planeta.
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O presidente Donald Trump sonha com uma volta ao passado, quando Washington podia tratar a América Latina como seu quintal e enquadrar aliados e adversários por meio de pressões econômicas, diplomáticas e militares. Agora traduzida pelo slogan America First, a Casa Branca exuma a Doutrina Monroe: “a América para os americanos”, desde que “americanos” signifique os EUA.
Essa nostalgia de uma ordem perdida aproxima Trump da figura descrita pelo cientista político norte-americano Mark Lilla. Para o autor de “A mente naufragada” (Record), o reacionário não é simplesmente um conservador. O conservador valoriza as tradições, mas reconhece que a sociedade muda; o reacionário considera a mudança uma catástrofe e deseja reconstruir um passado idealizado. Acredita que houve uma ruptura no curso da história e que a única saída é fazer o tempo correr para........
