A cidade placebo
Quem entra em uma farmácia conhece o protocolo. Diante da receita, a pergunta é automática: “o senhor vai querer o original ou o genérico?”.
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Lei da economia. O genérico traz o mesmo princípio ativo, a mesma eficácia, mas dispensa os custos de pesquisa, a embalagem bonita e o marketing. Custa metade do preço e resolve a dor de cabeça.
O problema é quando o mercado imobiliário resolveu aplicar a mesma lógica à produção das nossas cidades.
Se houvesse uma vigilância sanitária urbana, boa parte dos lançamentos que brotam semanalmente nos bairros de Belo Horizonte — do Buritis ao Vila da Serra, do Funcionários ao Santo Antônio, Savassi e Lourdes — deveria vir com uma advertência obrigatória na fachada. Uma imensa tarja amarela de ponta a ponta, com a letra G maiúscula adesivada na fachada principal.
Na tarja amarela e na letra G gigante, um alerta de utilidade pública: Cuidado, arquitetura genérica.
Diferente do medicamento da farmácia,........
