A vida que meu passado não viveu
No ano passado, ficou famosa na internet uma trend que nos convidava a tomarmos um café com nossa versão de 20 anos atrás. Do mesmo modo que na internet, não faltam na arte exemplos de obras que fazem interpelação parecida. A insinuação, nos dois casos, é a de que nossa versão mais jovem ficaria, de alguma maneira, decepcionada conosco pelos projetos que abandonamos, pelas escolhas que não fizemos... Mas será mesmo que nossos sonhos da juventude devem ter autoridade definitiva sobre nossa vida adulta? Será que permanecemos os mesmos?
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A vida que acontece sem nós
Ninguém cabe em duas laudas
Contar estrelas ou regar rosas?
Não se nega que tais aspirações podem servir de algum parâmetro para analisarmos nossa própria realidade, sobre isso a internet e a arte não erraram. O que quero problematizar é o fato da nossa própria experiência de vida poder transformar........
