O fim do Will Bank virou uma briga bilionária. E vai respingar no seu bolso
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Quando um banco quebra, muita gente imagina duas cenas quase automáticas: clientes desesperados tentando sacar o dinheiro e o FGC entrando em cena para cobrir os prejuízos. Só que, no caso do Will Bank, a história ficou bem maior do que isso. A liquidação da instituição acabou abrindo uma disputa bilionária (mais de R$5 bilhões) entre bandeiras de cartão e empresas de maquininhas.
De repente, aquilo que parecia apenas um problema de um banco virou uma briga dentro do próprio sistema de pagamentos. E para entender essa novela, é preciso olhar para três personagens que normalmente ficam nos bastidores das compras do dia a dia: o banco que emite o cartão, a bandeira do cartão e a empresa da maquininha, que é quem faz o pagamento chegar ao lojista. É a relação entre esses três que explica por que a conta ficou tão grande.
Como funcionam os valores do cartão de crédito?
Quando você passa o cartão em uma loja, o dinheiro não sai automaticamente da sua conta para o comerciante. Existe um arranjo de pagamentos que envolve o banco emissor do cartão, a bandeira e a empresa da maquininha. Cada um cumpre uma função específica dentro dessa engrenagem.
Na prática, a maquininha costuma antecipar o valor da venda para o lojista. Depois, ela espera receber da bandeira, que por sua vez depende do banco emissor para repassar os valores pagos pelos clientes nas faturas. Se o banco quebra no meio desse processo, o........
