A quem servir?
1. Quando Patriarca de Veneza, João Paulo I escreveu o apólogo que transcrevo:
«À porta da cozinha estavam deitados os cães. João, o cozinheiro, matou um bezerro e lançou as vísceras no pátio. Os cães comeram-nas e disseram: ‘É um bom cozinheiro’.
Pouco tempo depois, João descascava batatas e cebolas, e voltou a lançar as sobras no pátio. Os cães atiraram-se a elas, mas, torcendo o focinho, disseram: ‘o cozinheiro estragou-se. Já não vale nada.’
Mas João não se importou com esse juízo e disse: ‘É o amo quem tem de comer e apreciar os meus pratos, não são os cães. Basta-me ser apreciado pelo meu amo» (A. Luciani, «Ilustríssimos Senhores», pag. 12).
2. Um dos males que nos pode acontecer é deixarmo-nos guiar pelo que os outros pensam ou dizem dos nossos atos. Vivermos preocupados em contentar os gostos, quantas vezes volúveis, da opinião pública. Condicionarmos os nossos atos às sondagens de........
