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Igino Giordani, o exemplo atual do Herói Desarmado

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02.06.2026

É melhor fazer o que é útil, ou fazer o que é correto? Eis a pergunta central do livro biográfico sobre Igino Giordani1 que recentemente li. Embora o seu papel na afirmação do movimento católico dos Focolares possa ser aquele pelo qual alguns melhor o conhecem, é o seu papel cívico e político o que mais gostaria de destacar neste homem (1894-1980) cuja vida permanece tragicamente atual e desafiante. Inúmeras vezes posto à prova, Igino nunca vacilou na sua resposta: o melhor é mesmo fazer o que é correto. E o correto é tudo aquilo que nos encaminha para o verdadeiro amor ao próximo. Fácil de concretizar? Não. A primeira ideia que retenho do livro é por isso a de um convite ao desconforto. Porquê? Porque a ação e o pensamento de Igino fazem dele um homem paradoxalmente singular e contemporâneo, ou seja, fazem-no único e simultaneamente um exemplo acessível. Daí o desconforto, já que não podemos dizer “ah, Igino estava noutro patamar, não era como nós”. Não o........

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