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O mar e os chapéus de sol nas praias

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12.06.2026

Nestes primeiros dias de Junho de 2026, o país foi informado que os banhistas das praias algarvias não podem abrir o guarda-sol onde querem. Embora se saiba que há negócios de “zonas concessionadas”, só um anormal aceita ouvir de que “a praia não é para todos, nem todos podem beneficiar da praia (com guarda-sol próprio) onde querem”. Esperemos que nenhum camarário diga que o mar também não pode ser de todos.

E porque esta polémica surgiu, pensei no mar português. 

Sempre o mar foi paixão e heroicidade dos portugueses. Sempre soubemos amar o mar, vivendo também do mar. Nunca as duas primeiras repúblicas abdicaram do mar e até nas moedas do dinheiro português (escudo) estavam cunhadas as caravelas, das quais os “demo-cratas” do pós-Abril de 1974 se envergonharam.

Fomos heróis do mar, e com muita assiduidade se canta com força e garra o “Heróis do Mar”, um dos hinos mais bonitos do mundo, embora já tentassem substituir o poema, a nossa realidade como povo do mar e de nação mais velha da europa.

E o nosso mar era palco de grandes navios, bons barcos de pesca e tínhamos os melhores profissionais a apanhar o que consumíamos. Portugal estava ligado........

© Diário do Minho