Quem tem medo do lucro mau?
Há conceitos que, consoante a forma como são apresentados, ganham uma carga moral que nem sempre lhes pertence. “Maximizar o lucro” tornou-se, para muitos autores, uma expressão quase pejorativa associada a exploração, desigualdade, ganância ou egoísmo. Já “minimizar o prejuízo” surge como uma formulação mais aceitável, até prudente, alinhada com uma visão ética e sustentável da economia. Mas serão, exatamente, a mesma coisa?
A resposta é: nem sempre. Numa economia de mercado perfeitamente concorrencial, as duas expressões podem aproximar-se. Contudo, no mundo real marcado por oligopólios, monopólios e barreiras à entrada, a diferença é substancial. Nesse contexto, maximizar o lucro implica invariavelmente abuso de poder de mercado, preços mais elevados e menor concorrência. Resumindo, é um reflexo de estruturas económicas distintas.
Ora, se quisermos mercados mais justos e eficientes, o caminho........
