Hamza, Yamal e os sonhos afogados
"No nosso país, os sonhos matam-nos", desabafou Hamza El Yemen ao jornal Le Monde, ao regressar a casa depois de dois dias de ilusões frustradas em Ceuta. Hamza, um jovem marroquino de 25 anos, acreditou, como milhares de outros jovens, que esta era “a oportunidade de uma vida”. Viu nas redes sociais que “a fronteira estava aberta”. Outros contaram que “a polícia deixava passar”. Houve quem atravessasse a nado e quem caminhasse quilómetros apenas com a roupa do corpo.
Talvez seja por aí que esta história deva começar, antes das jogadas e lutas geopolíticas, das facadas nas costas entre capitais europeias, ou da previsível narrativa inflamada da direita radical. Pelos nomes e rostos daqueles que continuam a olhar para a Europa como uma........
