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“Sete em cada dez bracarenses já...”

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Sete em cada dez bracarenses já estão prontos para consultar um advogado sem sair de casa. Em dezembro de 2025, a QUOR foi à rua em Braga perguntar. 163 pessoas responderam. Só 14% disseram não. Cento e sessenta e três pessoas. Uma rua em Braga. Uma pergunta simples: usaria um advogado online? Sessenta e quatro por cento disseram que sim. Somando os indecisos, chega-se a 77%. Catorze por cento disseram não. Os restantes nunca tinham pensado no assunto — o que, em si mesmo, também é uma resposta. O grupo mais representado na amostra tem entre 30 e 50 anos. Pessoas com empregos, filhos, processos de divórcio a meio, contratos de arrendamento por resolver, despedimentos por contestar. Quando lhes perguntam a primeira palavra que associam a "advogado", respondem justiça, lei, defesa. A profissão tem prestígio. O que falta não é respeito — é confiança no indivíduo concreto do outro lado do ecrã. É aí que as respostas de quem disse não são mais reveladoras do que as de quem disse sim. "Podem fazer-se passar por advogados.” “Medo de após o pagamento não ter o serviço.” “São todos desonestos.” Não é resistência à tecnologia — é medo de impunidade. Quem recusa o advogado online não recusa o digital. Recusa o anonimato. Entre os indecisos, a mesma lógica: “Só se for para problemas pequenos.” “Duvido que guardasse segredo.” São pessoas dispostas a experimentar — desde que saibam com quem estão a falar, onde o encontrar e o que esperar. A resposta a isso não é tecnológica. É identidade verificável, rosto visível, compromisso escrito. É o que qualquer bom advogado faz — num escritório ou num ecrã. A justiça em Portugal tem fama de demorar. O inquérito sugere que o atraso começa antes do tribunal — na dificuldade de chegar ao advogado. Faça a sua consulta online

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