“Regionalização: uma urgência...”
O debate sobre a regionalização regressa sempre que o país se confronta com as suas fragilidades estruturais. Regressa quando há tragédias que expõem falhas de coordenação. Regressa quando o interior perde população. Regressa quando o Norte sente que produz riqueza acima da média nacional, mas continua a depender de decisões tomadas a centenas de quilómetros de distância. A regionalização não é um capricho ideológico. Está consagrada na Constituição de 1976. É, desde então, uma promessa adiada. E cada adiamento tem custos concretos: menor coesão territorial, menor eficiência na gestão pública e maior distanciamento entre decisores e cidadãos. O Partido Socialista sempre assumiu a regionalização como um desígnio estruturante do Estado democrático. Fê-lo no passado, colocou o tema na agenda política e continua a defendê-lo como instrumento de modernização institucional. É verdade que houve momentos em que teve condições para avançar mais longe e não o fez. Esse facto........
