“Vandalismo que destrói o que é...”
Lamentavelmente, há imagens que falam por si, aconteceu mais uma vez! No espaço de uma semana, do dia 9/3 ao dia 16/3, CINCO ecopontos foram incendiados: dois em Padim da Graça, um em Vimieiro, um em Semelhe e um em Gondizalves, TODOS no concelho de Braga. Cinco ocorrências em tão curto espaço de tempo que voltam a evidenciar um problema que não pode ser ignorado: o vandalismo contra equipamentos públicos dedicados à recolha seletiva de resíduos. Os ecopontos existem para servir a comunidade. São estruturas que permitem separar corretamente os resíduos e encaminhá-los para reciclagem, contribuindo para um ambiente mais sustentável e para uma gestão responsável dos recursos. Quando são destruídos por incêndio, não estamos apenas perante um ato de vandalismo — estamos perante um prejuízo coletivo. Cada ecoponto danificado representa custos elevados de reparação ou substituição, para além do transtorno causado às populações que ficam, temporariamente, privadas deste serviço essencial. No final, esses custos acabam por recair sobre todos nós. Mais lamentável e confrangedor, quando os acionistas da Braval ( Município de Braga, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Verde, Amares e Terras de Bouro) estão a fazer um esforço enorme no reforço da rede da recolha seletiva, estando previsto a aquisição de mais 150 ecopontos e três camiões para este ano em cerca de 1.000.000€, é um revés ao projetado, uma vez que, a Braval tem de adquirir este equipamento, não para o reforço da Recolha Seletiva, mas infelizmente, para substituir ecopontos vandalizados por energúmenos. Tal como uma paragem de autocarro, um jardim público ou um espaço de utilização comum, os ecopontos são património coletivo, a destruição destes, não prejudica uma entidade ou um serviço em particular — prejudica-nos a TODOS NÓS! Importa, por isso, reforçar um apelo claro à responsabilidade cívica, à corresponsabilização de toda a comunidade. Se alguém tiver conhecimento ou suspeita fundamentada sobre os autores destes atos, deve comunicá-lo às autoridades competentes. A proteção do que é público depende também da vigilância e da participação de cada cidadão. Cuidar do espaço público é cuidar da nossa própria comunidade. Ajude-nos, ajudando-se!
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