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“ERASMUS: A Europa que se aprende...”

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11.02.2026

Há programas que nascem como projetos administrativos e acabam por se transformar em experiências de vida. O Erasmus é um deles. Criado com a intenção prática de facilitar a mobilidade académica, tornou-se, ao longo das décadas, num dos mais poderosos motores de encontro cultural, crescimento pessoal e até de construção europeia.
Num tempo em que o discurso da divisão ganha força, o Erasmus lembra que a convivência é possível e enriquecedora. Ensina tolerância sem discursos moralistas, apenas pela experiência direta. Mostra que as diferenças não ameaçam identidades, antes as ampliam. Quem vive um Erasmus regressa diferente: mais aberto, mais crítico, mais consciente do lugar que ocupa num mundo interligado.
Para os estudantes, o Erasmus raramente é apenas um semestre fora. É, muitas vezes, a primeira experiência real de independência, e em muitos casos, de viajar para fora. É aprender a viver numa língua que não é a nossa, a errar sem vergonha, a perceber que o mundo não funciona exatamente como aprendemos em casa — e que isso não é um problema. Entre aulas dadas em anfiteatros estrangeiros, cozinhas partilhadas e........

© Correio do Minho