Palavra de candidato
André Gustavo Stumpf — jornalista
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Flávio Bolsonaro afirmou que não participaria do debate com Lula promovido pela TV Bandeirantes. Palavra final. Horas depois, voltou atrás. Afirmou que iria. Ele também fez pesadas críticas ao projeto que termina a escala de trabalho 6x1. Mas também voltou atrás. Votou a favor. A palavra de candidato não vale muito. Ou quase nada. Lula promete mundos e fundos. Até esquecer a dívida de microempresários com o Fisco. Anistia inesperada. Vale tudo na corrida pela vitória. Estelionato eleitoral para todos os gostos.
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Eleição promove essa falta de compromisso. O papel aceita tudo. E os discursos são fantasiosos. Todos contêm fórmula mágica para gerar empregos, reduzir a inflação e promover a felicidade geral. Mas não é fenômeno brasileiro. Empresários de alto coturno, nos Estados Unidos, estão avisando, individualmente, aos eleitores que, se votarem a favor dos Republicanos, receberão um cheque de US$ 5 mil. Generosidade específica. Vote no fulano e ganhe dinheiro.
Quem acompanha o noticiário internacional sabe que Donald Trump é um trapalhão. Não mede........
