A Última Ceia de Cristiano Ronaldo não foi em Oslo
Se Jorge Jesus quisesse afirmar a sua autoridade sobre Cristiano Ronaldo, não teria encontrado melhor ocasião do que a que teve no domingo à noite.
Depois das quatro vitórias e, sobretudo, do prazer de voltarmos a ver a Seleção Nacional jogar como joga agora, poucos reclamam o regresso de Cristiano para além de um jogo de despedida. Ninguém quer que Jesus saia.
Ao contrário do que proclama a vox populi, no futebol não são apenas os resultados que importam. A alegria vivida na noite da derrota na final do Euro 2004 desmente essa ideia.
Queremos um futebol de que nos orgulhemos: corajoso, ambicioso e de qualidade. Se ganharmos, como em 2016, tanto melhor.
O insuportável é a letargia morna e sem sal do último Mundial, jogado a passo, em que nem à RD Congo conseguimos ganhar.
Quando Jesus foi anunciado, esperávamos voltar a ver Portugal praticar um futebol que o mundo admirasse. Quatro jogos depois, acreditamos que o vai conseguir.
Ganhar o Mundial de 2030 seria uma alegria sem divisões, que imortalizaria os seus protagonistas. A probabilidade é baixa, mas não é zero. Com Jorge Jesus, aumentou. O selecionador foi o ponto fraco em 2026 e vai ser o ponto forte em 2030.
Jesus sabe que só dez milhões de portugueses o julgam. Os restantes habitantes do planeta não têm Portugal como primeira Seleção. Cristiano não está nessa situação.
E Jesus sabe, como poucos, que a gratidão pode ser mortal para um treinador. A frase de Estaline, segundo a qual a gratidão é a doença dos cães, traduz........
