A inteligência é artificial, mas o poder será colossal

O aviso feito por Bill Gates devia ser levado a sério: “Mesmo no melhor dos cenários, a transição para esta nova era da Inteligência Artificial será um dos períodos mais turbulentos da História humana.” Foi assim que, há poucos dias, o fundador da Microsoft e um dos homens que, há algumas décadas, foi um dos impulsionadores da revolução digital, procurou alertar o mundo para “o desafio monumental” que temos pela frente.

Há um par de anos, no seu livro A Próxima Vaga, o investigador Mustafa Suleyman, fundador da DeepMind, uma das empresas pioneiras do atual desenvolvimento da IA, também tinha avisado que estamos perante “um momento crucial para a nossa espécie”. Pedia prudência, muita prudência, na forma como devemos gerir a rapidez dos avanços tecnológicos. E fazia-o através de uma formulação tão simples quanto sensata: “Assumir o pior e prevenir o pior.”

Gates e Suleyman não são os únicos a fazer este tipo de advertências em relação à escalada a que assistimos no desenvolvimento de ferramentas tecnológicas capazes de superar os humanos e até, porventura, de poder ganhar........

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