Enviesamento da normalidade. Opinião de Rosa Ruela |
Eram 8h46 da manhã de 11 de setembro de 2001 quando Elia Zedeño, que trabalhava no 73º andar do World Trade Center, em Nova Iorque, ouviu uma grande explosão e sentiu a Torre 1 abanar violentamente, como se fosse cair. Nesse momento, agarrou-se à sua secretária e gritou: “O que está a acontecer?”
O instinto não a levou a fugir logo dali. “O que eu queria mesmo”, contaria quatro anos mais tarde à jornalista norte-americana Amanda Ripley, “era que alguém respondesse: ‘Está tudo bem! Não te preocupes. Isso é coisa da tua cabeça.’”
Zedeño não sabia que a maioria das pessoas à sua volta estava congelada pela incredulidade. Nunca tinha ouvido dizer que a resposta inicial a um alerta de catástrofe é habitualmente a descrença. Os psicólogos até têm uma expressão para a nossa tendência para subestimar a hipótese de desastres: chamam-lhe “enviesamento da normalidade”.
Por sorte, um dos........